sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
domingo, 25 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
200 Álbuns Essenciais
depois de uma grande ausência, estou reativando este blog. Recentemente, terminei a leitura do - essencial - livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”, de Robert Demetry. Ali, o autor faz uma compilação, ao longo de mais de 950 páginas, de textos de 90 críticos musicais, que elegem os tais 1001 discos essenciais de suas vidas. E isso em um baita livro, com uma porção de fotos, tudo impresso em um papel de excelente qualidade. Assim, resolvi elencar, a partir do que li, a partir do que eu tenho, a partir do meu gosto, 200 álbuns que considero essenciais para a vida de qualquer ser humano. Discos que necessariamente DEVEM ser ouvidos por todos. Discos que, com certeza, tornam nossas vidas um pouco melhores. Dessa forma, estarei disponibilizando aqui neste blog algumas informações referentes a esses álbuns, que serão apresentados em ordem cronológica. Originalmente, a idéia era escolher 100 discos, porém não foi possível ficar apenas nesse total tal a quantidade e diversidade de álbuns existentes. Tanto assim que em um primeiro momento eu havia separado exatamente 300 discos. Segundo alguns critérios (na maioria subjetivos) terminei por desconsiderar 100 (alguns com dor na consciência) para deixar “apenas” 200 discos. Muitos deles são conhecidos pela grande maioria que curte música, outros nem tanto. Porém, com isso tudo, espero colaborar para a divulgação da boa música, para que mais e mais gente possa conhecer bandas, cantores(as), canções, álbuns, que, como eu disse, são itens necessários para todos os que apreciam a boa música.
Abraço
Alexandre
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Pelo visto o Ira! (infelizmente) já era...
Após briga com irmão-empresário, Nasi diz que é "insustentável" ficar no Ira!
GUSTAVO MARTINS
Colaboração para o UOL
O vocalista Nasi, do grupo de rock paulistano Ira!, declarou nesta terça-feira (11) que "não há mais condições psicológicas de continuar na banda". Falando ao UOL por telefone, ao lado de seu advogado, o músico afirmou que a situação do grupo se tornou "insustentável" após o empresário da banda, Airton Valadão Rodolfo Júnior, que é também irmão de Nasi, tê-lo agredido na casa do cantor, armado de uma faca, na manhã do último sábado (8).A agressão teria ocorrido porque Nasi pediu ao empresário a prestação de contas de todos os shows do o Ira! desde o lançamento do disco "Acústico MTV", em 2004 - cerca de 250 apresentações, de acordo com o cantor. Não atendido, Nasi teria se recusado a participar do show da banda em Campestre (MG) realizado no sábado passado, o que teria provocado a atitude Airton Júnior. Ainda segundo a versão de Nasi, após ter invadido sua casa, o empresário se dirigiu por volta das 18h ao 51º Distrito Policial de São Paulo para registrar um boletim de ocorrência na condição de vítima, acusando o vocalista de tê-lo agredido sob efeito de entorpecentes.Na segunda-feira (10), Nasi também registrou um boletim de ocorrência na mesma delegacia. O advogado e o cantor afirmam ter provas materiais e testemunhas para sustentar todas as acusações contra Airton Júnior, inclusive gravações telefônicas do empresário pedindo perdão.A Agência Produtora, que empresaria os shows do Ira! e tem como sócios Airton Valadão e seu advogado, confirma que houve uma altercação entre o empresário e Nasi, mas afirmou em nota que "é lamentável que determinadas situações tenham tomado tamanha proporção e desvios de sua integridade e veracidade". Por meio de sua assessoria, a empresa afirma que não vai se manifestar novamente sobre a situação, mas que tem documentos para sua defesa em uma eventual disputa judicial.A tensão entre Nasi e a banda aumentou após o guitarrista Edgard Scandurra ter dito ao microfone, no início do show de sábado, que Nasi não poderia comparecer por ter "passado mal e estar hospitalizado". O advogado de Nasi, Octavio César Ramos, divulgou uma nota de repúdio à afirmação, que considerou "caluniosa". "Eu simplesmente não quis expor a situação [do que teria acontecido com Nasi] na frente do público", afirma o guitarrista, que se recusou a fazer outros comentários.Nasi também acusa o irmão e empresário de ter registrado para si o nome "Ira!" sem seu consentimento, motivo pelo qual vai entrar com uma ação civil contra a Agência Produtora, além dos citados processos referentes à prestação de contas de shows à suposta agressão. De acordo com o advogado Octavio Ramos, as notificações serão entregues amanhã. A Agência Produtora não quis comentar.O vocalista não poupou os outros integrantes da banda, que segundo ele eram "coniventes" com Airton Júnior. "Apenas o [Ricardo] Gaspa estava de fora, ele foi induzido ao erro, mas também pediu a prestação de contas", afirmou Nasi. Em entrevista à revista "Flash" que chega às bancas nesta quarta-feira (12), o cantor chama Edgard Scandurra de um "canalha" que "vive agindo como uma Greta Garbo, exercitando seu poder para intimidar os outros", e seu irmão de "lixo humano". "A verdade é uma só: eu tentei pedir um ano de férias para que a banda sobrevivesse, mas o [Airton] Júnior me isolou na banda, colocando um músico contra o outro. Foi a mesma coisa que aconteceu com os Raimundos, que não por acaso eram empresariados pelo Júnior na época", disse Nasi ao telefone.O vocalista descarta qualquer possibilidade de voltar ao Ira! enquanto Airton Júnior for o empresário. A Agência Produtora, por sua vez, afirma que pretende reunir seus sócios e os músicos para decidir o futuro do grupo, "tão logo for possível". Sobre a possibilidade de a banda continuar sem seu cantor, Nasi afirma: "Agora que eu descobri que registraram o nome do Ira! sem meu consentimento, vou tomar as medidas legais para que isso não aconteça".
sábado, 1 de setembro de 2007


01 – Eu Não Matei Joana D´ARc
02 – Hoje
03 – Homem Forte
04 – Solução Final
05 - Rotina
01 – My Way
02 – Beth Morreu
03 – Sílvia
04 – Metástase
05 – O Adventista
domingo, 5 de agosto de 2007
Terça-feira, 31 de julho de 2007 - 13h15SÃO PAULO – Um verme especializado em apagar arquivos MP3. É o W32.Deletemusic, que afeta todas as versões ativas do Windows.Segundo a Symantec, o Deletemusic destrói, sem piedade, todos os arquivos MP3 encontrados no sistema. Quando executado, o invasor – que pode chegar, por exemplo, via e-mail – faz uma cópia do arquivo csrss.exe para todos os drives do computador, inclusive os removíveis, como pen drives.Em cada drive, o Deletemusic cria também um arquivo autorun.inf. Assim, sempre que a unidade é acessada, o invasor se reativa automaticamente. A instalação em drives removíveis constitui, obviamente, outra forma de propagação do verme.
sábado, 21 de julho de 2007

01.Chingon - Malaguena Salerosa

Canção: Infanta
site: http://www.decemberists.com
Quinteto americano, de indie pop, originário de Portland, que faz uma mixórdia sonora, com elementos pop, folk e algumas experimentações. Para se ter uma idéia, o grupo conta com um membro pra tocar acordeão e outro theremim e guitarra steel, e as letras são, na sua maioria, poesias e histórias ficcionais do século XIX. Liderada pela voz esquista de Colin Maloy, esse grupo é daqueles que vale uma ouvida geral na sua discografia, no caso, quatro álbuns, "Castaways and Cutouts" (2003), "Her Majesty The Decemberists" (2003), "Picaresque" (2005) e "The Crane Wife" (2006), dois eps e dois singles, todos devidamente “acháveis” nas boas casas do ramo. Vasculhem todos os álbuns e se deleitem com suas canções deliciosamente assobiáveis e grudentas. Como curiosidade, o nome do grupo é inspirado numa revolta russa do século 19. Fiquem com um clipe e uma sugestão de coletânea.

domingo, 8 de julho de 2007

Visceral Euforia Virtuosa
Quando se fala em Led Zeppelin, é impossível dissociá-lo do rótulo de precursor do heavy metal. Tanto assim que sua mistura de rock pesado com blues, psicodelia e folk representou um norte e tanto para uma porção de bandas que surgiriam depois. Quanto às influências, apenas para citar algumas, tem-se Elvis Presley, Muddy Waters, Willie Dixon, Beatles, Rolling Stones. O embrião do grupo foi uma banda montada por Jimmy Page, “The New Yardbirds” (obviamente formada a partir das cinzas do Yardbirds, grupo que se notorizou por ter revelado, além de Jimmy Page, outros dois grandes guitarristas ingleses Eric Clapton e Jeff Beck). Em 1967, Page é abandonado pelos músicos da banda. Porém como havia shows pendentes e dívidas a serem pagas, ele foi à cata de uma nova formação. O baixista John Paul Jones, o primeiro a fazer parte do novo projeto, indica o vocalista Robert Plant, membro de um grupo chamado "Hobbstweedle", que se uniu aos dois, trazendo consigo o baterista John Bonham (na minha opinião, um dos maiores bateristas de toda a história da música). Cumpridos os compromissos, em 1968 a banda adota o nome definitivo e grava o primeiro disco “Led Zeppelin”, que é lançado em janeiro do ano seguinte. Este álbum foi o resultado perfeito da combinação do blues + rock, demontrada pelo peso da guitarra de Page, pelo baixo intenso de Jones, pela bateria alucinada de Bonham e pela voz, por vezes, aguda, por vezes, rascante, de Plant. Era um som original, com vínculo (emocional e racional) no blues, mas tocado de modo um pouco mais pesado. Um álbum, enfim, que introduziu signifcativos conceitos para o rock, a partir de uma interpretação extremamente original daquele gênero. O álbum tem início com “Good Times Bad Times”, faixa de um pouco mais de dois minutos e meio que apresenta e sugere a sonoridade adotada pela banda. Com uma bateria vigorosa, a canção conta com um belo solo (embora curto) de Page e apresenta a voz de Plant um pouco mais contida. Canção arrebatadora!! Excelente faixa para abrir um álbum desse calibre. A faixa seguinte é uma das minhas preferidas de toda a discografia da banda: "Babe, I'm Gonna Leave You". Conduzida por uma guitarra acústica, a canção, que não é composição da banda, mas sim uma canção tradicional inglesa, segue por quase um minuto com o dedilhado delicado de Page servindo de base à voz, calma, de Plant. De repente vem a bateria e o baixo, que ficam até mais ou menos quatro minutos se alternando com o vocal solitário de Plant, quando irrompe um hard rock de primeira que se sustenta até o final. Uma aula de como misturar folk com rock pesado. A música seguinte é a versão definitiva para o clássico “You Shooke Me”, de Willie Dixon. O Led Zeppelin toma essa fantástica canção e a transforma em um sedicioso e elétrico rock and roll. Blues sendo tocado de forma pesada e visceral. Três momentos dignos de nota: o órgão tocado por Jones, a harmônica executada por Plant, e o duelo, já na parte final da canção, entre o vocal de Plant e a guitarra de Page. De arrepiar!! E quando, ao ouvir os últimos acordes dessa canção, você pensa em respirar, se refazer, surge - emendada - outra paulada: “Dazed and Confused”, um virtuoso rock pesado, que poderia muito bem ilustrar o tipo de som do grupo. Com uma introdução matadora, na qual o baixo de Jones, soando como se numa valsa, se solidariza aos acordes de Page, que abre espaço para os versos cuspidos por Plant, para em seguida surgir a bateria de Bonham, e dali um riff espetacular, a canção se mantém vigorosa o tempo todo, na qual todos os componentes demonstram a sua competência. São quase seis minutos e meio de puro delírio musical. Um clássico. Há uma versão dessa música no cd ao vivo “The Song Remains the Same”, de 1976, no qual o delírio se prolonga por quase 27(!!!) minutos. Vale a pena dar uma conferida. Na seqüência, as coisas se acalmam um pouco. Primeiro vem “Your Time Is Gonna Come”, uma bela canção folk, meio despretensiosa, mas mesmo assim, marcante. Em seguida, colada a essa, “Black Mountain Side”, que já acenava a influência da música celta para o grupo, o que iria se confirmar em álbuns posteriores. “Communication Breakdown” retoma o peso de antes, fazendo par com a canção de abertura. Música perfeita para se iniciar uma coletânea. Pauleira pura!!! A penúltima canção é mais uma homenagem a um dos ídolos da banda, Willie Dixon. Como se não bastasse “You Shooke Me”, a banda recria mais um clássico do mestre do blues: “I Can´t Quit You Baby”. Blues em estado de graça! Canção para se ouvir “n” vezes sem se cansar. Difícil dizer qual versão é melhor. Na dúvida, fique com as duas. O álbum termina com a épica “How Many More Times”, de oito minutos e meio. Energia rock-blues concentrada em uma única canção. Precisão rítmica e melódica. Canção que beira à excelência para fechar um álbum excepcional. E isso foi apenas o início da banda. Porém, o melhor início que se poderia querer. Nossos corpos, almas e corações, enternecidos, agradecem.

domingo, 1 de julho de 2007

site: http://www.theblackkeys.com/


Canção: Die for Love
site: http://www.kulashakermusic.com/
sábado, 23 de junho de 2007


Cantor: Billy Bragg
Canção: It Says Here
Site: http://www.billybragg.co.uk/
Antes de falar sobre Billy Bragg, tem-se que trazer à baila a figura de Woody Guthrie, considerado como um dos nomes mais importantes em toda a história da cultura popular norte-americana. Criador da country-music moderna, ele funcionava como a voz das minorias sociais, ou seja, daqueles que não conseguiam expressar suas idéias, desejos, necessidades, reivindicações, ou conseguiam, em menor grau, como os negros, os marginais, os operários etc. Peregrinando de cidade em cidade com o violão às costas (no qual podia se ler em letras garrafais "Esta máquina mata fascistas"), Woody Guthrie, que morreu em 1967, viveu de maneira simples, acreditando que a música podia mudar o mundo. E pra quê falar de Woody Guthrie, se o artista em questão é Billy Bragg? Exatamente porque aquele sempre foi seu maior ídolo, e Billy Bragg se espelhou – e se espelha – na mesma proposta de Woody. Nascido em Essex, na Inglaterra, em 1957, Billy começou tocando em um grupo punk chamado Riff Raff. Bastou pouco tempo para que ele se lançasse em carreira solo unindo a raiva do punk rock com a conscientização política e social de tradição folk, como a executada por Bob Dylan (também seguidor de Woody Guthrie). Dono de um carregado sotaque britânico (como fica claro na canção indicada), esse violeiro inglês também encontra espaço em suas letras para falar sobre sentimentos/emoções humanas. Executando o que se convencionou denominar de música de protesto, Billy participou e participa de greves, de ações pró-trabalhadores, de ações beneficentes etc., buscando despertar uma maior conscientização política e social por parte daqueles que o ouvem. Deixando a questão política de lado, para se ter uma idéia do quanto o cara é um baita músico, ele trabalhou, para citar apenas alguns, com Smiths, Wilco e R.E.M. Além disso várias bandas já fizeram homenagens às suas canções. E mais ainda: ele recebeu da família de Woody Guthrie (seu maior ídolo) uma batelada de letras não musicadas. Reunido com a banda Wilco, ele musicou e gravou essas canções, registradas nos álbuns Mermaid Avenue – vol. 1 e 2, de 1998 e 2000, respectivamente. Vale – e muito – a pena incursionar pelas cativantes canções desse cara.
sábado, 16 de junho de 2007



Música: First Breath After Coma
Site: http://www.explosionsinthesky.com/
Banda texana formada por Michael James (baixo), Mark Smith (guitarra), Munaf Rayani (baixo) e Chris Hrasky (bateria), que começou em 1999, e se qualificou (ou foi qualificada) como um dos principais representantes do que se convencionou chamar de pós-rock, que nada mais é do que uma fusão de uma sonoridade puramente roqueira com outras configurações musicais como a eletrônica, o clássico, o jazz etc, sem se preocupar muito com o formato da canção. No caso do EITS, a sua pegada é mais “rocker”, já que o som progressivo norteia a subversão sonora executada com maestria pela banda. Contando com seis álbuns (2000 - How Strange, Innocence, 2002 - Those Who Tell the Truth Shall Die, Those Who Tell the Truth Shall Live Forever, 2003 - Earth Is Not a Cold Dead Place (obra-prima), 2004 - Friday Night Lights, 2005 - The Rescue, 2007 - All of I Sudden I Miss Everyone), o grupo produz um som encorpado que varia, dicotômico, como um planeta dividido ao meio, metade claro, metade escuro. Porém, no caso do EITS a dicotomia oscila entre melancolia e desespero, serenidade e fúria, delicadeza e rudeza, céu e inferno. É exatamente essa oscilação (exuberantemente bem dosada), quando o som, antes contido, torna-se desenfreado, que faz com que a banda se eleve à qualidade de sublime. Confira isso no clipe abaixo, “Yasmim the Light” e caso queiram ir além, deixo a sugestão de uma coletânea.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Música: Voodoo Train
Site: http://www.thebellrays.com/
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Banda de Liverpool, de som e características extremamente singulares, que já conta com 5 cds gravados. Uma das bandas preferidas do também singular Thom Yorke, que, há tempos atrás, a convidou para abrir alguns shows do Radiohead. Para se ter uma idéia da sua singularidade, o grupo é composto por quatro caras que se apresentam usando máscaras cirúrgicas e fazem uma mistura de leves sons eletrônicos (feitos e abusados maravilhosamente por um teclado especial chamado escaleta, na verdade uma flauta com teclas) com guitarras, produzindo um som de certa forma angustiante e hipnótico, mas que às vezes se torna acelerado ou (re)confortante. Vez ou outra se pode pinçar aqui e ali uma linha de baixo da melhor qualidade e alguma coisa que soa como um sax, mas que na verdade é um teclado emulando um sax. Uma vez assimilada tal sonoridade, você vai saber, quando ouvir de uma outra vez, que se trata do Clinic. Ninguém faz nada parecido. Seguem, abaixo, uma sugestão de coletânea para vocês se iniciarem no som do grupo e o clipe da canção “Come Into Our Room”.

terça-feira, 5 de junho de 2007


CD 1
01 - Elvis Presley - A Little Less Conversation (JXL Radio Edit Remix)
02 - Sepultura - Bullet the Blue Sky
03 - Jon Spencer Blues Explosion - She Said
04 - Tom Waits - A Sweet Little Bullet
05 - Lovage - Anger Management
06 - TSOL - How Do
07 - 59 Times - Sweet and Tender Hooligan
08 - Mad Season - Long Gone Day
09 - 13 Sentenced - Creep
10 - Bjork - All is Full of Love
11 - Johnny Maar and the Healers - Last Ride
12 - Morrisey - You're Gonna Need Someone on Your Side
13 - Starsailor - The Way Young Lovers Do
14 - Queen of the Stone Age - God Is On The Radio
15 - The Cramps - Goo Goo Muck
16 - David Bowie - Wild is the Wind
17 - R.E.M. - Leave
CD 2
01 - Moby with New Order - New Dawn Fades
02 - Joe Strummer - Dum Dum Club
03 - Beatles - Tomorrow Never Knows
04 - Violent Femmes - No Killing
05 - Korn - Freak on Leash
06 - The Strokes - Hard to Explain
07 - Eels - Hospital Food
08 - Polyfhonic Sprees - Call Your Father
09 - Miranda Sex Garden - Exit Music (For A Film)
10 - Robert Plant - One More Cup Of Coffee
11 - Tito & Tarantula - Smilin' Karen
12 - Metalica - Poor Twisted Me
13 - Nick Cave - Where Do We Go Now But Nowhere
14 - Pixies - U-Mass
15 - Morphine - French Fries with Pepper
16 - Pulp - The Fear
17 - Massive Attack Featuring Sinead O'Connor - Angel


domingo, 20 de maio de 2007

A Contemplação do Ser Humano Moderno em Doze Arrebatadores Instantes
Thom Yorke nasceu em Wellingborough, na Inglaterra, em 1968. Seu contato com a música começou aos 10 anos, em Oxford, e aos 14 fundou a banda “TNT”, com o baixista Colin Greenwood. Cinco anos depois, a evolução natural do “TNT” foi o grupo “On a Friday”, que incluía o guitarrista Ed O´Brien e o baterista Phil Selway, além de Colin, que permanecera com o antigo colega. O nome da banda, porém, não agradava nem gregos nem troianos. Por isso o pessoal tratou de mudá-lo, escolhendo o nome definitivo, a partir da canção “Radio Head”, do álbum “True Stories”, do Talking Heads. Nessa época, já havia se juntado ao grupo o guitarrista Jonny Greenwood, irmão de Colin. “Pablo Honey” foi o primeiro álbum do grupo, gravado em 1993. Puxado por “You”, “Anyone Can Play Guitar” e principalmente pela mais doentia balada já escrita, “Creep”, o álbum mostrava ao mundo que o Radiohead era uma banda promissora, dotada de grande personalidade. Dois anos depois, a banda lançou um dos principais álbuns da primeira metade da década de 90, “The Bends”, composto por doze canções magistrais. Com “The Bends”, o Radiohead ganhava a atenção definitiva do público (com seus 2 milhões de cópias vendidas) e da crítica especializada. Apenas como curiosidade, foi graças a “Fake Plastic Trees”, desse álbum, que o Radiohead começou a ficar conhecido aqui no Brasil. Isso graças à inserção da canção em uma propaganda/campanha sobre a síndrome de Down, que possuía como protagonista um menino chamado “Carlinhos”. Logo, o pessoal que curtia música, aguçado pela curiosidade, queria saber que música era aquela da “propaganda do Carlinhos”. A partir disso, o nome Radiohead começou a ficar conhecido por essas plagas. “The Bends” é um álbum que, além de ser importante musicalmente, foi o primeiro passo para Thom e seus comparsas exporem questões como a solidão, a tecnologia, o consumo. A bola estava erguida. Em 1997, o Radiohead retoma essas questões, mas de forma muito mais aprofundada e madura, com sua obra-prima, “Ok Computer”. Com esse álbum, o Radiohead conseguiu o que muitas bandas tentaram, mas por medo ou incompetência não conseguiram: transitar do rock para uma experimentação sem cair no excesso, o que poderia gerar enfado e/ou descaracterizar a sonoridade do grupo. Foi uma passagem lenta e gradual que ganhou espaço maior nos álbuns seguintes, porém isso é assunto para outro texto. “Ok Computer” é considerado como um dos melhores discos da década de 90, bem como um dos melhores de todos os tempos pelas várias eleições de setores especializados, como revista, rádios etc., ou não. O álbum foi aclamado pela crítica tendo sido reconhecido como o melhor do século pelos leitores da revista inglesa “Q”. Não à toa o álbum foi apelidado de “o ‘Dark Side of the Moon’ dos anos 90”. E o que faz esse álbum ser qualificado de obra-prima? Para responder de pronto, penso que é a perfeita simbiose entre as letras (ácidas e tristes) e a capacidade musical do grupo, ali explorada à exaustão, já que nada é excessivo, TUDO tem razão de ser. Toda nota, instrumento, ruído soam como se fossem peças essenciais de uma máquina, que caso faltassem ou trabalhassem de modo mais lento ou mais rápido terminariam por causar algum dano. Esses fatores, portanto, permitiram que a maior banda de Oxford fizesse um álbum perfeito, do começo ao fim. Insante 01 - O álbum começa com “Airbag”, um poderoso rock, tocado de forma “suja”, no qual o protagonista, depois de ter sido salvo por um airbag, passa a crer que sua missão é a de salvar o universo. Nela, já é possível detectar “ruídos estranhos ao rock”, que marcariam a construção de todo o álbum. Instante 02 - “Paranoid Android” começa com o dedilhar de uma guitarra, no melhor estilo de uma canção pop, com Yorke cantando de forma suave, explorando toda sua qualidade vocal. Com um pouco mais de dois minutos e meio, a canção se altera bruscamente, ganhando peso, com a voz de Yorke acompanhando tal reviravolta. O que se tem no minuto seguinte é um rock and roll tresloucado, descontrolado que vai te sugar para dentro dele. E quando a sensação é de desespero, tudo se altera novamente. Uma sensação de paz te atinge o peito. Você é tomado pela quietude e pela serenidade. Emoção pura. Mas aí, quando você acha que tudo vai acabar dessa forma, a sinfonia de ruídos e “sujeiras” retoma e segue até o final da canção, te oferecendo um norte caótico. Uma das maiores canções de todos os tempos, sem exagero. Instante 03 - “Subterranean Homesick Alien” é uma canção calma, de teor onírico, belíssima. Sua letra ilustra a proposta do álbum e mostra como as letras se constituem em um dos pilares para que a “Ok Computer” seja atribuída a qualidade de obra-prima. “Vivo em uma cidade onde não se pode cheirar nada. Bem acima, aliens pairam, fazendo filmes caseiros para suas famílias sobre todas essas criaturas estranhas que trancam seus espíritos, perfuram buracos em si mesmos e vivem para seus segredos. Eles estão todos tensos. Eu gostaria que eles descessem em meu caminho tarde da noite quando estou dirigindo. Embarcassem-me em sua linda nave e me mostrassem o mundo como eu gostaria de vê-lo. Contaria a todos os meus amigos mas eles nunca acreditariam em mim. Pensariam que eu finalmente enloqueci completamente. Eu mostraria-lhes as estrelas e o sentido da vida. Eles me trancafiariam longe. Mas eu estaria bem.” O que mais escrever? Não há tempo mínimo para se recuperar, já que na sequência, você é abençoado com “Exit Music (For a Film)” (Instante 04). Não há como deixar de se emocionar. Yorke murmura, cantando no melhor clima Romeu e Julieta moderno: “Hoje nós vamos fugir. Arrume as malas e vista-se, antes que seu pai nos ouça, antes que todo o inferno desabe”. Sobre a canção mais triste e mais bela do álbum, com a palavra o próprio Yorke: "Ela foi feita para ditar o clima do disco. Fizemos a canção em cinco horas. Então levei ela para casa, toquei e chorei.'' Instante 05 - “Let Down” é terno, suave e brando, musicalmente falando. Embora seja uma delícia de música, sua letra expõe a acinzentada rotina de um urbanóide: “Transportes, motovias e trólebus. Andando e então parando. Decolando e aterrissando. A mais vazia sensação. Pessoas desapontadas, apegando-se a frascos. E quando chega é tão decepcionante. Decepcionado e abandonado. Esmagado como um inseto no chão. Decepcionado e abandonado.” Na seqüência, vem “Karma Police” (Instante 06). Conduzida por um belo piano, a canção reveste-se de esquizofrenia, de paranóia, já que “aquele que é diferente” tem que ser “consertado” no melhor estilo funcionalista: se a sociedade é uma máquina e os indvíduos são peças dessa máquina que para se reproduzir deve contar com seu funcionamento perfeito, as regras, o controle, o Estado existem exatamente para consertar a peça defeituosa e trazer a harmonia para a sociedade. “Prenda este homem, ele fala em matemáticas, ele zumbe como uma frigideira. Ele parece um rádio fora de sintonia. Prenda esta garota, seu penteado de Hitler está me deixando doente. E nós acabamos com a festa dela. Isto é o que você ganha. Isto é o que você ganha. Isto é o que você ganha. Quando você mexe com a gente”. A música começa calma, até, para culminar inquieta, pertubadora, exasperada. Instante 07 - “Fitter Happier” é uma espécie de vinheta, que sintetiza e simboliza a proposta do álbum. Um computador dita regras para que o indivíduo possa ser mais saudável, mais feliz e mais produtivo, tais como não beber, frequentar a academia, ter uma alimentação saudável (“nada de microondas e gorduras saturadas”), ser um motorista paciente, checar com freqüência o crédito no banco, não colocar água fervente nas formigas, lavar o carro (mesmo aos domingos), ser um membro informado e ativo da sociedade, não chorar em público, entre outras regras. Constantemente o indivíduo é mais e mais cobrado por seus pares para que ele se adapte às regras do mundo no qual se insere. A questão é: o que isso provoca em termos físicos, morais e psicológicos quando tal exigência não é conseguida? Obviamente a confiança em si mesmo se desfaz. E isso contribui para tornar o indivíduo "menor" perante à sociedade e por vezes perante a si mesmo. Instante 08 - “Electioneering” é pauleira rock and roll de primeira. Camadas de guitarras, que fogem do padrão musical do álbum até aqui, servem de base para Yorke cantar a desfaçatez contida nas campanhas políticas. A canção seguinte opõe-se completamente à anterior: "Climbing Up The Walls" (Instante 09), começa serena, com Yorke cantando em tom lamurioso, para gradativamente, ser acrescida de um elemento ali outro aqui, até explodir, no melhor estilo pós-rock, em uma contagiante “sujeira sonora”, com Yorke urrando ao final da música. Sobre essa canção, diz o autor: "Esta é sobre o inexplicável''. Talvez seja sobre o inexplicável que nos habita e que fica à espreita, esperando o menor descuido de nossa parte para dar o bote". Quem sabe? Instante 10 - “No Surprises”, embora pareça, no início, uma canção de ninar, é pura claustrofobia. Retrata o que pode acontecer com sua vida, a partir do momento que você segue aquelas tais regras: “um coração cheio feito um aterro, um emprego que te mata lentamente, feridas que não vão cicatrizar, você parece tão cansada e infeliz, (...) eu vou levar uma vida tranqüila, um aperto de mão, um pouco de monóxido de carbono, sem alarmes e sem surpresas”. Essa canção conta com um clipe que retrata fielmente a tal claustrofobia da canção. Instante 11 - “Lucky” é uma das mais lindas canções do Radiohead e da trilha sonora da minha vida. Mantendo o padrão musical da anterior, essa canção retoma o propósito do tal cara da primeira canção, aquele que foi salvo pela airbag e que quer salvar o mundo: “Mate-me Sarah, Mate-me novamente, com amor. Este vai ser um dia glorioso. Tire-me da queda de avião. Tire-me do lago. Porque eu sou seu super-herói”. Canção que pode ser ouvida um dia inteiro seguido sem produzir cansaço (caso você tenha tempo pra isso, a não ser que você passe o tempo todo cumprindo regras). Instante 12 - “The Tourist”, que encerra o álbum, é uma canção límpida, musicalmente falando. A sua melhor definição vem do próprio Yorke: ''Tem certos dias em que minha mente funciona tão rapidamente que eu não consigo controlá-la. 'The Tourist' é um tipo de prece que eu fiz para fazê-la parar." “Ok Computer” é a trilha sonora dos dias hodiernos. “Ok Computer” é lírico, áspero, melódico, visionário, sufocante, doloroso, triste, eufórico. “Ok Computer” manifesta uma atmosfera bela e singular. Bela pois produz um fascínio instantâneo assim que sua musicalidade nos é introjetada. Singular pois traduz, em linguagem própria, com texturas musicais originalíssimas, um cenário física, moral e psicologicamente desconcertado, mostrando os efeitos maléficos que o individualismo, a solidão, o consumo podem causar ao ser humano. Por ser engolido pela tecnologia, por fazer parte de processos sociais cada vez mais competitivos, por ser objeto de constante controle por parte de um poder/Estado, o indivíduo se limita a (re)produzir, tal qual um autômato (já que não se reconhece mais), as regras, os objetivos, os valores que são exigidos para que ele se mantenha “funcionando”, tudo isso em detrimento dos sentimentos, e por vezes da ética e de valores outros como a cooperação e a solidariedade. “Ok Computer” é modelar, é referencial, é indispensável.


Canção: The Drugs Don't Work
Site: http://www.theverve.co.uk
sábado, 28 de abril de 2007

sábado, 21 de abril de 2007
Não se sabe de onde esses figuras (na verdade uma dupla) vêm, se da Alemanha, da Rússia, da Hungria ou de outro lugar. Também não importa. O que vale, na verdade, é que eles fazem uma deliciosa sonoridade jogando no mesmo caldeirão surf rock, rockabilly, áudios de filmes trash, um teremim e outras coisas estranhas. O resultado, conduzido pelo multi-instrumentista Oleg Gitarkin e por Annette Schneider, é uma singular doideira sonora que garante bons minutos de diversão. Para vocês terem uma idéia do que se passa na cabeça dos dois, entre no site. Diversão garantida!!! Fiquem com o clipe da canção "Go Satan Go" (na melhor linha de filmes trash) e com uma sugestão de coletânea.
Banda: Detroit Cobras
Canção: I Wanna Holler (but the town’s too small)
Site: http://www.bloodshotrecords.com/artists/detroitcobras/
Essa banda, como o nome indica, natural de Detroit (terra do visceral MC5 e do singular White Stripes), foi formada em 1995. Fazem parte do grupo o guitarrista Steve Shaw, a também guitarrista Maribel Restrepo, Jeff Meyer no baixo, Damian Lang na bateria. Além disso a banda conta com dois diferenciais: o primeiro é a ex-açougueira e dançarina Rachel Nagy nos vocais, ora suaves ora sacanas; e o segundo é o fato da banda não produzir material próprio. Os quatro cds lançados (sendo que o último, “Tied and True”, acabou de sair) são recheados com o melhor da influência blueseira dos anos 50 e 60, como por exemplo Otis Redding e Willie Dixon (a versão da banda para “Insane Asylum”, de Willie Dixon, é de rasgar a razão) + punk + rockabilly. Contudo, o Detroit Cobras não deve ser visto apenas como uma banda de covers, mas sim como uma reinventora de canções consagradas. É como se a banda engolisse a música, na seqüência a digerisse, derramando sobre ela os mais originais sucos gástricos do rock, e a vomitasse, despejando alguma coisa que possui a mesma origem da que foi engolida, mas com um aspecto bem diferente (sei que a metáfora não foi das melhores, mas acho que deu para entender). Rock and Roll sem frescuras, excelente para se ouvir no volume lá no alto e encher o saco dos vizinhos, caso, óbvio, eles não gostem de Rock. Ao invés de um clipe, como de costume, fiquem como uma oriental dançando, toscamente, diga-se, ao som de “Ya! Ya! Ya!", canção do ep “Seven Easy Pieces”, de 2004.
sábado, 14 de abril de 2007


01 - The Vampire Sound Inc. - The Lions and the Cucumber
02 - Marilyn Manson - The KKK Took My Baby Away
03 - Massive Attack - Future Proof
04 - Starsailor - Fever
05 - Placebo - Protect Me From What I Aant
06 - Stereolab - Golden Ball
07 - System of Down - Highway Song
08 - Jon Spencer Blues Explosion - Calvin
09 - Jeff Buckley - New Year's Prayer
10 - Queens Of The Stone Age - Song For The Dead
11 - Gorillaz - Latin Simone
12 - Snuff - I Will Survive
13 - Soundtrack of Our Lives - Four Ages (Part II)
14 - Interpol - Say Hello to the Angels
15 - Doves-Firesuite
sexta-feira, 13 de abril de 2007

Canção: Lift Me Up
Site:http://www.moby.com
Moby (Richard Melville Hall) nasceu em Nova Iorque, em 1965, e seu apelido veio devido ao seu parentesco, ainda que distante, com Herman Melvile, autor de Moby Dick. Tendo experimentado várias vertentes musicais, desde o erudito, passando pelo Reggae, Hardcore e Punk, Moby se consagrou realmente como DJ, o que lhe rendeu a condição de um dos maiores representantes da música eletrônica mundial. Embora só tenha estourado com o cd "Play", de 1999, que vendeu cerca de 10 milhões de cópias, antes disso já havia gravado 6 cds tão bons quantos esse, como por exemplo "Animal Rights", de 1996, para mim, o melhor dele até hoje, ao lado de "18" e do último "Hotel". Se quiserem começar a explorar o som do cara, comecem por esses três ou podem seguir a coletânea humildemente sugerida abaixo por esse que lhes escreve. Dizer que Moby faz música eletrônica é simplificar demais seu valor. Suas músicas são extremamente bem construídas, misturando batidas eletrônicas com a vitalidade do rock, estabelecendo um equilíbrio exato entre a parafernália eletrônica e os demais instrumentos. Passeando por seu arsenal musical, vocês encontrarão músicas alegres, tristes, dançantes, desencanadas, reflexivas etc etc etc. Vale uma conferida com a calma devida. Segue abaixo uma sugestão de coletânea para a sua diversão!


Canção: The Lake
Site: http://www.antonyandthejohnsons.com
Embora em um primeiro momento possa soar estranha, aos poucos, essa sonoridade te pega pela emoção e quando você percebe está ouvindo pela enésima vez as canções desse grupo nova-iorquino, que é conduzido por Antony (os Johnsons na verdade são um guitarrista, um baixista, dois violonistas e um violoncelista que oferecem, de forma extremamente competente, a base para as viagens sonoras da Antony), um sujeito que é pura androginia e que canta com uma voz que parece não ser desse planeta, voz essa desenvolvida durante as cerimônias católicas do colégio que estudou. Depois de muito peregrinar, aportou em Nova Iorque, e, em 2000, criou o grupo, gravando um disco em 2002. O segundo disco, gravado ano passado, "I Am A Bird Now", é uma obra-prima daquelas para ser consumida aos poucos, em doses homeopáticas. Mas não se preocupem, já que a overdose será o caminho natural. Quanto ao som, eles fazem canções tristes, melancólica, íntimas, puras e belas, tudo isso à base de uma musicalidade extremamente elaborada. Apenas para se ter uma idéia: Lou Reed chorou quando o ouviu cantar pela primeira vez. Não percam de forma alguma.E. T.: A música indicada não faz parte de nenhum dos dois cds, mas sim de um ep, homônimo, de 2004.
Canção: U.F.O.
Site: http://www.brh.free.fr/blonderedhead.htm
A banda, originalmente um quarteto, foi formada, em 1993, em Nova York, pelos estudantes de arte japonesa Kazu Makino, Maki Takahashi e os italianos Simone e Amedeo Pace. Quem se atentou para o som do grupo foi o baterista do Sonic Youth, Steve Shelley que produziu e lançou pelo seu selo, o Smells Like Records, o primeiro álbum do grupo, em 1995. Com a saída de Takahashi, o grupo, agora um trio, lançou mais cinco discos nos quais predomina, óbvio, uma influência do Sonic Youth, com dissonâncias, um ruído aqui e outro ali, algumas linhas bem melódicas e a guitarra como base de tudo. Uma coisa bacana é a alternância dos vocais, às vezes, entre Kazu e Amadeo o que oferece algumas surpresas durante as audições. Para conferir essa alternância vá em busca da música (I Am Taking Out My Eurotrash) I Still Get Rocks Off. De primeira!
